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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Coste efetivo dos serviços das Entidades Locais em 2013. Dados consolidados da Administração Geral da Entidade Local, os seus organismos autónimos e consórcios dependentes. Dados em euros

Fonte: Ministério de Fazenda e Administrações Públicas do Estado espanhol (aqui). Quadro e tábuas de elaboração própria.






Insituição
Dívida Pública
Serviços Públicos Básicos
Atuações de proteção e promoção social
Produção de bens públicos de caráter preferente
Atuações de caráter económico
Atuações de caráter geral
Chantada
625.236
2.293.305
615.460
774.924
106.762
861.281
Carvalhedo
34.694
811.599
238.824
115.974
0
375.328
Tabuada
74.967
404.130
238.360
229.507
261.239
528.886
O Savinhao
78.624
1.108.727
473.179
230.673
113.368
407.105
Lemos
331.732
5.043.642
1.284.891
1.855.005
650.397
1559.072
Pantom
53.172
715.615
310.692
254.503
34.596
322.442
Sober
66.995
735.551
277.624
236.392
350.811
307.276
Rodeiro
51.734
464.528
272.862
264.128
74.848
851.351
Deputação Lugo
10.627.434
14.778.019
8.593.770
13.188.064
21.358.895
17.028.463


Para o cálculo do custe efetivo dos serviços prestados pelas entidades locais no ano 2013 tivo-se em conta o seguinte:
1.- A informação obteve-se das liquidações do exercício orçamentar 2013 para todas aquelas entidades locais principais que assinaram através da oficina virtual a devandita liquidação.
2.- Trata-se de dados consoliados da entidade local principal, os seus organismos autónomos e os consórcios dependentes dela com orçamento limitativo, apagando-se já que logo as transferências internas que se realizram entre eles.
3.- Os dados som os importes das obrigações reconhecidas netas destinadas a cada área de gasto.

O conteúdo de cada uma das colunas resume-se nos seguintes pontos:

Área de gasto 0: “Dívida Pública”. Compreende os gastos de juros e amortização da Dívida Pública e demais operações financeiras de natureza análoga, com exclusão dos gastos que ocasione a formalização das mesmas.

Área de gasto 1: “serviços públicos básicos”. Inclui todos os gastos originados pelos serviços públicos básicos que, com caráter obrigatório, devem prestar os concelhos. Nesta área incluim-se quatro políticas de gasto básicas: segurança e mobilidade cidadã, vivenda e urbanismo, bem-estar comunitário e meio ambiente.

Área de gasto 2: “atuações de proteção e promoção social”. Inclui atuações de proteção e promoção social, portanto, inclui-se todos aqueles gastos e transferências que constituem o regime de previsão; aposentadorias de funcionários, atenções de caráter benéfico-assistencial; atenções a grupos com necessidades especiais, como moças, maiores, minusválidos físicos e terceira idade; medidas de fomento do emprego.

Área de gasto 3. “Produção de bens públicos de caráter preferente”. Compreende todos os gastos que realize a entidade local em relação com a sanidade, educação, cultura, lazer e o tempo livre, desporto, e, em geral, todos aqueles tendentes à elevação ou melhora da qualidade de vida.

Área de gasto 4. “Atuações de caráter económico”. Integram-se nesta área os gastos de atividades, serviços e transferências que tendem a desenvolver o potencial dos distintos setores da atividade económica.

Incluem-se também os gastos em infraestruturas básicas e de transportes; infraestruturas agrárias; comunicações; investigação, desenvolvimento e inovação.

Área de gasto 9. “Atuações de caráter geral”. Incluem-se nesta área os gastos relativos a atividades que afetem, com caráter geral, à entidade local, e que consistema no exercício de funções de governo ou de apoio administrativo e de suporte lógico e técnico a toda a organização.

Recolherá os gastos gerais da entidade, que não podam ser imputados nem aplicados diretamente a outra área das previstas nesta classificação por programas.

Incluir-se-ão nesta área as transferências de caráter geral que não podam ser aplicadas a nenhum outro epígrafe desta classificação por programas, já que em caso a contrário imputar-se-ão na política de gasto específica que corresponda.

Cada entidade poderá decidir o nível de desagregação que estime conveniente, tendo em conta que a Ordem que aprova a estrutura dos orçamentos das entidades locais assinala que a informação da classificação por programas presentar-se-á como mínimo ao nível de grupo de programas.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Os nacionalistas de Sober posicionam-se contra a lei de Telecomunicações

  A vereadora nacionalista Paula Vázquez Verao, colaboradora deste médio, apresentou recentemente uma moção em Sober para intar a apresentar um recurso de inconstitucionalidade contra a Lei 9/2014 de Telecomunicações ao passar por cima das competências municipais.
 
O controlo público sobre as telecomunicações é uma garantia democrática do direito à informação, segundo explica na moção Verao, e com a nova lei estatal de telecomunicações prima-se o interesse privado das grandes operadoras de telecomunicações frente o interesse comum do controlo democrático das telecomunicações e a costa da proteção do meio ambiente, dos espaços históricos e da saúde das pessoas. Aliás, a lei é uma nova volta de porca na recentralização, cada vez mais funda, do Estado espanhol.
 
A moção, com o argumentário completo é a seguinte:
 
  
MOCIÓN que presenta a Concelleira Non Adscrita, Paula Vaźquez Verao, ante o Concello-Pleno de Sober sobre a LEI 9/2014 DE TELECOMUNICACIÓNS

O pasado 10 de maio publicouse no BOE a Lei 9/2014, de Telecomunicacións, con entrada en vigor o 12 de maio de 2014.

Esta nova lei estatal supón unha recentralización competencial en materia de telecomunicacións, moi superior á extinta Lei 32/2003, e baleira completamente de contido as xa cativas competencias da Xunta que lle atribuía a recentemente aprobada lei autonómica Lei 3/2013, do 20 de maio, de impulso e ordenación das infraestruturas de telecomunicacións de Galiza, que queda así baleira de contido.

Esta nova lei estatal abonda na liberalización das telecomunicacións - a maior gloria e beneficio das operadoras privadas - grazas á supresión ou limitación de controis administrativos e de protección ambiental ou urbanística para a súa autorización, posta en servizo ou modificación, mesmo con carácter retroactivo.
A lei abre a porta á colocación de infraestruturas de telecomunicación onde e cando queiran as operadoras, tamén en espazos naturais protexidos ou en zonas históricas. As xa cativas competencias municipais e autonómicas en relación cos plans de despregamento e implantación das telecomunicacións quedan reducidas ao mínimo, sendo o goberno do Estado quen asume dita función de control.

Ante esta recentralización do Estado en materia de telecomunicación, as forzas políticas defensoras do municipalismo debemos reclamar a presentación inmediata de recurso de inconstitucionalidade contra a lei estatal, para garantir o mellor control democrático do despregamento das infraestructuras de telecomunicacións.

No que afecta ás competencias municipais, destacamos o seguinte:

- A nova lei extende xeneralizadamente a execión de control preventivo municipal (licenza de actividade ou de funcionamento), incluíndo novos supostos.
Na Lei 12/2012 xa se suprimía o trámite de licenza municipal previa, pero exceptuando de dita exención os casos que ocupasen unha superficie superior a 300 m2 ou, tratándose de instalacións de nova construcción, aqueles que tiveran impacto en espazos naturais protexidos, no patrimonio histórico-artístico o no uso privativo e ocupación dos bens de dominio público. Coa nova lei, substitúense as licenzas municipais por declaracións responsábeis nos supostos de ter a operadora de telecomunicacións aprobado plan de despregamento, suprimindo as licenzas previas aínda que as actuacións afecten a Rede Natura ou ao patrimonio histórico e aínda que as actuacións ocupen máis de 300 m2. Ademais, as actualizacións tecnolóxicas nas instalacións en servizo (que non afecten aos mástiles) non requerirán autorización de ningún tipo. E ditos cambios teñen eficaza retroactiva, na medida en que as solicitudes en trámite poderán ser substituídas xa por declaracións responsables.

- Limítase extraordinariamente a potestade de instalación e explotación de redes polas administracións públicas, xa que, ademáis de que é o Estado quen mediante Real Decreto fixará as condicións, a propia lei (art. 9) precisa que dita explotación se subordina ao “ principio de inversor privado” e sempre e cando nos distorsionen a competencia e non exista interés de concurrencia no sector privado. A subordinación do público (interese público xeral) ao privado deixa en papel mollado o art. 128 da Constitución.

- Se os concellos quixeran solicitar información ás operadoras deberán solicitalo previamente ao Estado (art. 10.2); forma de información que, por riba, será fixada por Real Decreto do estado (art. 34.4).

- O art. 34 da nova lei estatal limita a potestade dos instrumentos de planificación (plans ou ordenanzas), en tanto en canto “ non poderán establecer restricións absolutas ou desproporcionadas ao dereito de ocupación do dominio público e privado dos operadores nin impoñer solución tecnolóxicas concretas, itinerarios ou ubicacións concretas nos que instalar infraestructuras de rede de comunicacións electrónicas”, disposición que excede do que ben fixando a Xurisprudencia ao respecto das competencias locais en materia do réxime de distancias das infraestruturas (por exemplo, antenas de telefonía) a zonas sensibles (colexios, hospitais, zonas verdes, centros históricos, etc), así como en relación coa potestade de fixación polas CC.AA de normas sobre os requisitos mínimos das instalación en relación coa competencia plena en materia de urbanismo e ordenación territorial. Así, os municipios vén limitada a súa capacidade de ordenación de distancias das infraestructuras de telecomunicación en relación a espazos sensibles (naturais, históricas, sociais).
Do mesmo xeito, o principio de sustentabilidade ambiental (e da correlativa obriga de empregar a máis eficiente tecnoloxía disponible) e a determinación pola Xunta das normas para que os proxectos das instalacións “minimicen o seu impacto sobre o contorno, a paisaxe, o ambiente e o patrimonio cultural” quedan borrados pola lei estatal.

- A obrigatoriedade de uso compartido das instalacións polas administracións e operadoras pasa a ser asumido polo goberno do Estado, tanto respecto ás condicións como á propia decisión de obrigatoriedade.
Así, no art. 32 da lei estatal, é o Ministerio de Industria, Enerxía e Turismo o que aproba por Real Decreto, previo trámite de audiencia aos operadores, con carácter xeral ou para casos concretos, a utilización compartida do dominio público ou a propiedade privada na que se van establecer as redes públicas de comunicacións electrónicas o uso compartido das infraestructuras e recursos asociados.
É tamén o Ministerio o que resolverá sobre a petición dunha Administración Pública (coma un Concello) sobre tal uso compartido.

- O art. 35.5 da nova lei estatal obriga a que previamente a medidas de paralización cautelar ou de denegación de instalación, por exemplo, dos concellos respecto de obras de infraestrutura de telecomunicacións, teña que recabarse un informe preceptivo previo – e vinculante - do Ministerio; medida que vulnera a autonomía local.

O control público sobre as telecomunicacións é unha garantía democrática do dereito á información.
Coa nova lei estatal de telecomunicacións prímase o interese privado das grandes operadoras de telecomunicacións fronte ao interese común do control democrático das telecomunicacións e a costa da protección do medio ambiente, dos espazos históricos e da saúde das persoas.
Os concellos, administración máis próxima á cidadanía, perderán competencias nesta materia en beneficio dunha recentralización do Estado.

Polo exposto, proponse a adopción por parte do PLENO dos seguintes ACORDOS:

- A Corporación Municipal de Sober insta ao Goberno da Xunta de Galiza a presentar un recurso de inconstitucionalidade contra a Lei de Telecomunicacións pola invasión, baleirado e desapoderamento de competencias autonómicas propias.
- A Corporación Municipal de Sober acorda propoñer dentro da FEGAMP a presentación polo número de concellos requeridos dun conflito en defensa da autonomía local ante o Tribunal Constitucional contra a Lei de Telecomunicacións pola invasión, baleirado e desapoderamento de competencias municipais.