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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Porque Chantada precisa uma mudança política urgente? II: convénios com a Junta da Galiza



Governo BNG-PSOE: 2007-2011. Total: 18 convenios.

20/05/2011

29/04/2011

24/06/2010

29/04/2010

03/11/2009

23/11/2009

13/07/2009

18/03/2009

01/01/2009

13/11/2008

24/09/2008

29/08/2008

19/09/2008

14/05/2008

09/05/2008

21/02/2008

28/01/2008

10/09/2007


Governo INTA (com apoio do PP): 2011-2015. Total: 5 convenios.

24/07/2013:

17/06/2013:

05/07/2012:

16/04/2012:

24/04/2012:




Porque Chantada precisa uma mudança política urgente? I: Dívida pública do concelho de Chantada



A dívida vida da câmara municipal de Chantada, segundo o Ministério de Fazenda, foi evolucionando ao longo dos últimos anos e faz referência a dívida que mantém  a instituição com entidades financeiras e com o Estado, mas não com as empresas.


Governo coligação PSOE-BNG (2008-2011)

2008: 2.683.000€
2009: 3.053l.000€
2010: 4.278.000€
2011: 2.766.000€

Em 2011, a câmara municipal tinha uma dívida equivalente a 49,95% do orçamento municipal que ascendia a 5.536.989€ em 2011, ou seja, 311€/habitante. Com respeto ao ano anterior a dívida reduziu-se em 1.512.000€


Governo INTA-PP (2012-2015)

2012: 4.985.000€
2013: 4.552.000€

Segundo o Ministério de Economia e Fazenda a câmara municipal de Chantada a 31 de dezembro de 2012 tinha uma dívida de 4.985.000€, 90,03% do orçamento municipal que ascendia a 5.536.989€ para esse ano. A dívida vida a 31 de dezembro de 2011 ascendia a 2.766.000 pelo que em apenas um ano a dívida disparou-se 2.219.000€. 

Em 2012 a dívida representava 526,3 euros por habitante, quase o duplo que no 2011. Se em 2011 o serviço da dívida representava 5% (64. 490 €) do orçamento municipal em 2012 ascendia já a 13% (220.000 €).

Para fazermo-nos uma idea podemos cotejar este último dado com o das inversões reais, os escassos investimentos da Junta da Galiza ou o gasto em pessoal. Em todas as comparações o atual governo piora os indicadores do anterior governo :

2013: 1'4% do orçamento (45.000€)
2011: 16% do orçamento  (896.000€)

Investimentos Junta da Galiza 2013: 70.000 €

Gasto de pessoal
2013: 41% do orçamento
2011: 38% do orçamento

terça-feira, 7 de abril de 2015

A CNMC cifra em 48.000 milhões de euros a factura da corrução na contratação pública

Resultado de imaxes para CNMC


O jornal espanhol El Confidencial recolhe (aqui) que o sobrecusto da contratação pública supõe 25% dos 194.000 milhões de euros que anualmente se destinam a licitações de serviços publicos com cargo ao Estado. A principal causa, segundo a CNMC, é a falta de competência que conduz às administrações públicas a malgastar quartos ineficientemente. A CNMC é a máxima autoridade de regulação e competência.

Em concreto, a CNMC cifra em 4'5% do PIB, mais de 48.000 milhões de euros, a quantidade que poderia poupar-se para destinar-se a usos mais eficientes, máximes no atual contexto de emergência social.

Por outra banda, a CNMC elaborou uma primeira guia sobre contratação pública e dispara contra os pactos segredos de não competência e reparto do mercado próprios dos cárteles económicos. Contudo, reconhece que a legislação civil e penal deve ser reformada par evitar estas atuações muito lesivas para o conunto dos contribuintes.

Segundo a CNMC "quando não há corrução sempre existe falta de competência". Asemade, assinalam a falta de transparência e publicidade dos processos de adjudicação; a falta de avaliação da eficiência económica e da competência efetiva; a existência dum deficit de cooperação administrativa com uma normativa dispersa e demasiado restritiva, em opinião do órgão regulador.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O expólio do aforro na Galiza supõe já 14.400 milhões de euros que "emigram"

O aforro galego emigra enquanto a dívida galega foi mais do que duplicada pelo governo de Feijoo (PP), o desemprego é maciço e os indicadores económicos galegos são os piores do Estado, continuando em recessão pelas políticas fiscais de "austeridade" ultraliberal.

 
A Galiza não atravessa a mesma crise do que outros territórios. Não é apenas uma crise demográfica, política ou económica, pois, antes de mais, é uma crise que situa à nossa nação ao borde do colapso e com perspetivas muito sombrias para além de seguirmos sendo "a Sibéria espanhola"; quer dizer, uma território que ao jeito das colónias apenas fornece matérias primas e energias sem qualquer desenvolvimento económico pensado desde o próprio país atendendo às necessidades das galegas e dos galegos.

Segundo o jornal galego Novas da Galiza (nº146, pp. 10-11) a Galiza tem colocado fora 14.400 milhões de euros de aforro que não encontram aqui destino e que, já que logo, alimentam investimentos exógenos ao nosso país.
Afinais de 2011 o Banco Popular absorveu ao Banco Pasto por 1.246 milhões de euros. Em 2013 Banesco adquiriu 88,33% do capital de Novagalicia Banco através do banco Etcheverria, previamente adquirido por Banesco. O importe ascendeu a 1.003 milhões de euros com pagamento aprazado de 60% até 2018. Uma operação muito lucrativa já que o Estado espanhol tinha injetado previamente 9.052 milhões de euros e, portanto, os contribuintes perdemos 8.000 milhões de euros na privatização da caixa galega. 
Por sua vez, o vice-presidente de Abanca fez público que no 2014 a sociedade ganhou 601 milhões antes de impostos que ascendem a 1.157 depois de impostos, pelo que em apenas um ano os benefícios amortiçam o preço da aquisição e, mesmo limitando-nos ao benefício antes de impostos consegue gerar a quota de pagamento aprazada ao FROB que ascende a 600 milhões.

Entre 2013 e 2014 o Banco Gallego integrou-se no Sabadell após o FROB ter injetado 325 milhões de euros na matriz compostelana. Assim, em apenas três anos a Galiza ficou despossuída de todas as suas cabeceiras bancárias.

Entre meados de 2007 e 2014 os depósitos cresceram na Galiza 14.400 milhões de euros (43.231 para 57.631) enquanto o crédito encolheu em 13.591 milhões no mesmo período (60.850 para 47.259). Hoje, os depósitos alcançam 57.631 milhões de euros contra 47.259 de crédito em vigor. Pela contra, se atendemos ao conjunto do Estado vemos claramente a singularidade da Galiza: o crédito concedido pelo sistema bancário espanhol em junho de 2014 superava os depósitos acumulados em 284.635 milhões, o que representa 27% do PIB do Reino de Espanha.

Desde meados de 2007 a meados de 2014 os depósitos galegos passaram de representar 4% da totalidade dos depósitos do Estado espanhol ao 4'7%, enquanto o crédito encolhia no mesmo período de 3'7% a 3'2% do total. Um período que, folga dizer, foi intenso na destruição de emprego e tecido produtivo na Galiza em todos os setores, também na pesca e na gandeiria.

Sem soberania, sem ferramentas políticas e económicas próprias, a Galiza mostra-se incapaz de acometer os processos de restauração necessários do seu tecido produtivo sem promoção da atividade económica pública e privada, também do investimento familiar. Esses 14.400 milhões de euros do aforro galego que "emigram" não podem exemplificar melhor o espólio continuado em todos os frentes que sofre a nação galega.