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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Historia do Castañazo-rock

Percurso histórico sobre o festival de música Castañazo-rock, creado na década de noventa e recuperado neste século XXI con máis forza que nunca. Esta historia focada nun festival de Chantada (Galiza) pode axudar para os esquecidos estudos da cultura centrados no sistema musical galego, tamén para o estudo do seu canon na súa dimensión alternativa, moito menos estudada que a música clásica e o folclore galegos.

O artigo completo pode consultarse premendo aqui.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Agro e cinema desde Chantada até Cans

Agro e cinema: No ronsel de Cans
Cans 2013. Foto: Rafa Costas.


Esta quarta-feira começou o Festival de Cans.O agroglamour foi desde o seu início um dos seus sinais de identidade ao longo das suas onze edições, que consolidaram este festival de curtametragens e nesta edição Chantada será representada através de Alfredo Pardo e Chantada Films, responsáveis do vídeo-clip "Narco-corrido ribeirao" do grupo também rural Liviao de Marrao.

 Com um destacado impato internacional e um peso sensível no panorama audiovisual galego, Cans mostrou as possibilidades da sua original proposta: novos jeitos de cultura além dos espaços urbanos. Porém o cinema Chantadino vai além de Cans e quer ubicar-se num espaço rural com expresões culturais próprias e, por vezes, na vanguarda cultural da Galiza, embora o foco normalmente recaia sobre os espaços urbanos na configuração urbanocéntrica do sistema-mundo capitalista atual.

Em Chantada lança-se a ideia do CINEMA PALHEIRISO, uma proposta que visa, por médio da restauração dum antigo palheiro da vila, criar uma sala de projeções recuperando a fórmula empregada pelas companhias itinerantes em muitas paróquias do país durante o século XX. Os responsáveis da iniciativa, o cineclube Os Papeiros e a Federação de Cineclubes da Galiza, explicam que se empregará para celebrar os trinta anos da Federação.



 

 Chantada Films promove igualmente desde há anos o Rural Underground, cinema de vanguarda que se associa à promoção e defesa da língua galega, da paisagem galega e da participação no cinema dos núcleos tradicionais de população: Garibolis, Lola ou O labirinto ário são algumas das suas curta-metragens; ao pé doutras iniciativas como numerosos spots, para o festival de música alternativa Castanhaço-rock, que vai caminho da sua XII edição neste 2014; ou vídeo-clips para grupos de rock da comarca como Miguel Costas ("No me da la gana") e Liviao de Marrao ("Narco-corrido ribeirao").

No seu site, explica-se que é um método expressivo de revolução estética vanguardista, inventando e experimentando atrevidos recursos fílmicos mediante o emprego de mecanismos narrativos para construir uma realidade alternativa que, apelando às emoções, consiga influir nas mentes e vontades. Curtas já que logo centradas em Chantada e na sua contorna. Uma excelente nova a sua nominação em Cans neste 2014 da que também se fez eco a televisão de Chantada: Televinte. Chantada tem um potencial cultural ingente, embora atomizado, o que require tecer redes de integração de iniciativas e propostas culturais feitas desde Chantada e para Chatnada.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Viana Manifest (1994-2014): 20 anos de Bravú

 


Liviao de Marrao é uma banda de ska e punk galega composta por 10 integrantes, na sua maioria de Chantada.
 

Uma noite no moinho
uma noite não é nada
uma semaninha inteira
essa sim que é moinhada



Aproveitamos o espaço que nos cede A Voz do Agro para lançar este artigo em que rememoramos a iminência da chegada duma das efemérides fundamentais para a música galega que tem a Chantada no seu epicentro. Como alguns lembrareis por vivência própria e outros sabereis através da transmissão oral e escrita, referimo-nos ao Manifesto de Viana, assinado em 1994 na tasca do Cavalhero no lugar de Viana, e o manifesto mais importante no sistema musical galego moderno. É o nosso Viana's Manifest em referência a aquela música de Muguruza que falava do Karl's Manifest.
Uma pantasma percorre a Galiza, a pantasma do bravú. E, por isso, desde o coletivo Liviao de Marrao fazemos um chamamento a todas aquelas pessoas ligadas com o sistema musical galego e com a cultura da nossa nação para que o 2014 seja um ano centrado na memória do bravú e do Manifesto de Viana, que remate na elaboração dum novo manifesto e numa festa memorável na vindoura edição do festival Catanhaço-rock de Chantada.

Ao tempo, repassaremos a história daquele momento fundacional do bravú para os nossos leitores mais novos. Em primeiro lugar, a etiqueta bravú (em Chantada dizemos bravio) refere-se à carne sem castrar, ao autêntico, ou seja, no eido musical à música feita na Galiza, no rural, em galego e com uma visão nacional, rebelde e contestatária.

O 31 de outubro de 1994 nascia o movimento bravú na já citada taberna da paróquia de Viana, hoje reconvertida em indústria cárnica que oferece, no entanto, ainda alguma comida ocasional.. Fazia-o no marco duma edição da primeira época do Castanhaço-rock e subscrevem aquele manifesto bandas hoje míticas: Rastreros de Chantada, que voltaram à atividade e estão elaborando um novo disco; Skornabois de Lourençá; Impresentábeis de Vimianço; Caimán do Río Tea, também novamente em ativo, de Ponte Areias; Bochechiñas; Verghalludos; Yellow Pixoliñas, cuja homenagem o passado ano deu pé a um novo festival em Monforte, o Naúfragos; os Papaqueixos e os Diplomáticos de Montealto da Crunha.
Um feixe de grupo que através de iniciativas como o Castanhaço (que nasceu em 1993 e do que nesta edição se fazem 20 anos da sua primeira edição) se foram conhecendo na era em que não havia Internet. Cada banda tinha as suas influências que lhe deram ao movimento certos elementos comuns (a língua galega, o espírito contestatário...), mas onde cada grupo era um mundo.
Talvez esse fosse o seu maior mérito. Integrar num movimento a música mais urbana com elementos da música tradicional através do filtro das guitarras elétricas e as letras que falavam do aqui e do agora, letras cheias de retranca e força. The Clash, Kortatu, a munheira, Pucho Boedo, Los Satélites, Fuxan os Ventos, The Pogues, o Cuco de Velhe, o rock radical basco ou La Polla Records também estavam sob a tinta daquele manifesto.

Daquela juntança deram fé Manuel Rivas e Alberte Casal. Ainda que à literatura quem melhor o transportou foi Santiago Jaureguizar ou Xosé Manuel Pereiro, editor em Xerais da revista Bravú. Precisamente, Pereito era a voz dum dos precursores do movimento, a banda Radio Oceano.
De Viana saiu o primeiro manifesto bravú... mas de onde vinha aquele termo? Segundo parece o termo atribui-se aos Diplomáticos e mais em concreto a Xurxo Souto. A banda de Montealto em 1991 apresentavam Arroutada Pangalaica e para 1993 aparece o termo bravú – que é como se diz bravio no galego ocidental- a consequência de que ao saírem a Euzkadi e Catalunya ouviram empregar a etiqueta agropop, com a que, folga dizer, para nada se identificavam.
Para Rómulo Sanjurjo o sucesso do manifesto deveu-se à falha de pretensões do manifesto, sem esquecermos a importância que teve a difusão de muitos temas no programa da TVG Xabarín Clube, que marcaram várias gerações de galegas e galegos.
Daquela experiência foram agromando bandas como Xenreira, Ruxe-Ruxe – talvez uma das bandas mais reconhecidas hoje, e outras que antes (Zënzar) e depois, por exemplo Machina que se denominaram o seu trabalho como pós-bravú, seguiram e seguirão apostando pela música em galego. Nós dizemos retranqueiramente que fazemos pós-neo-bravú porque as etiquetas afinal são algo artificial e pouco ajustado à realidade, mas é indubitável que nunca existiriam bandas como a nossa sem aquele tremor de terra que teve o seu epicentro numa pequena aldeia de Chantada.

Uma pantasma percorre a Galiza, a pantasma do rock sem capar, do bravú. 1000 primaveras mais para a música em galego!

O Corpo Santo de Santa Cruz de Viana

Por Xavier Viana, antropólogo e professor chantadino. Colabora com a Associação cultural O Castanhaço e com a associação responsável da promoção das embarcações tradicionais da Ribeira Sacra.

 http://www.galiciadigital.com/_images/opinion/408.jpg

Existe na parroquia chantadesa de Santa Cruz de Viana unha veneración ao pai dominico Fr. Miguel González, coñecido entre os viciños como o “Corpo Santo”, dende, cando menos, o século XVII. Era orixinario das Mariñas (Betanzos) e compañeiro de S. Pedro González Telmo, San Telmo.

A referencia popular ao concepto de “Corpo Santo”, como corpos incorruptos unha vez mortos, con capacidade de curación de diferentes doenzas, non é exclusivo deste lugar. O santuario do Corpiño en Losón (Lalín) ou os sartegos da colexiata de Iria Flavia (Padrón) e do Conde Santo en Valdeflores (Lourenzá) evidencian que existe esta crenza mais alá das parroquias do val do Asma (en tempos os devotos acudían tamén dende o val de Camba, Carballedo, Monterroso, Taboada ou Antas), que estamos ante un elemento explicativo da relixiosidade tradicional galega, fundamentalmente católica.

Sen embargo, no caso do Corpo Santo de Santa Cruz de Viana, encontramos algunha diferencia de especial valor etnográfico. O documento escrito polo cura-abade da parroquia viciña de Santa Uxía D. Miguel Sarmiento (a parroquia de Santa Cruz de Viana era anexo de Santa Uxía por aquel entón) para solicitar a súa beatificación no 1720 recolle a orixe do mito, a morte (entre o 1240 e 1246) e os “favores e prodixios” atribuidos ao Corpo Santo durante aqueles anos dos séculos XVII e XVIII, todos eles vencellados á sanación de diferentes males entre as persoas. Pero non estamos só ante unha crenza con capacidade curativa. Existen rituais no seu culto que trascenden a expresión propia do dogma relixioso.

Celébrase na Pascua. A pascua cristián (pascha), a resurrección de Cristo, a reaparición da vida no domingo posterior á primeira lúa chea da primavera, utiliza a auga como elemento purificador (o bautismo, ou a bendición das fontes no seu defecto, son para a igrexa católica un rito esencial durante a vixilia pascual) e o lume como luz que guía o renacer (o cristianismo celébrao a través do Lumen Christi propagador de saúde).

A fonte do santo está a escasos 200 metros da capela onde, segundo a lenda, xace o corpo de Fr. Miguel González. A ela acodían os devotos a recoller garrafas de auga. As fontes sacralizadas están tamén presentes en centros de peregrinación ou culto próximos: fonte da virxe no monte Faro (Requeixo-Chantada) ou Fonte do Ermo (Carlín-Friol). Os cirios son a chama que espanta o mal. Sitúanos os fieis e ofrecidos baixo a imaxe do Corpo Santo no tempo que este pasa na igrexa de Santa Uxía. Do mesmo xeito que en Santa Mariña de Augas Santas (Allariz) a terra adquire capacidade curativa. Os doentes tamén apañan unha pouca do sepulcro do Corpo Santo (hai unha lousa aberta no chan, xusto debaixo do baldaquino barroco que exibe a súa imaxe) cunha culler e deposítana nunha bolsiña que penduran do seu pescozo. Calquera destes rituais que acabamos de citar son de pouca elaboración.

O domingo de Pascua a imaxe do Corpo Santo é transportada aos ombros por homes e mulleres dende a súa capela (anexa á igrexa parroquial) en Santa Cruz de Viana ata a igrexa de Santa Uxía. O ritual de saída está acompañado polo repenique das campás e o camiñar polas bombas de palenque. Antigamente os porteadores íanse sucedendo por medio dunha singular poxa, que tamén podemos observar noutras parroquias rurais galegas. Se alguén quería ter o dereito a levar o santo debía depositar unhas moedas na bandexa que pasaba un dos ramistas e nomear algún dos catro que o estaban a cargar nese momento. Se este non aumentaba a cantidade depositada debía ceder o seu posto. Na actualidade, mantense a bandexa recolectora, nos últimos anos encárgase o García (Casa García – Outeiro), pero non existe a poxa. Os cambios sucédense polo interese ou devoción que amosan os participantes en cada momento, que se van incorporando ao paso polos diferentes lugares. O Corpo Santo vai nunha posición intermedia, entre o ceo e a terra, xa que pertencendo ao sagrado non se debe reagregar ao mundo profano. Esta é unha característica idéntica a todas as procesións.

O extraordinario da celebración acontece coa chegada a Santa Uxía. Un arco floral, feito neste ano con uces, mimosas e camelias, fai de pórtico. A imaxe da Santa, traída polos viciños desta parroquia, agarda pola imaxe do Corpo Santo. Cada unha no seu lado fan un saúdo que consiste en tres venias. A Santa atravesa o arco para, despois, pasar de novo, acompañada xa do Corpo Santo, e percorrer os 300m. que hai ata a igrexa parroquial de Santa Uxía. A Santa sempre vai diante. Non é este un rito de alianza, é un rito de preparación para a alianza que acontecerá pouco tempo despois. Os dous dan unha volta inteira ao templo e entran, primeiro a Santa, a continuación o Corpo Santo. Fican situados á par, entre os bancos e o altar, dándolle as costas a este e mirando cara a porta exterior, dirección oeste.

O valor sagrado da entrada no arco está presente nesta ceremonia de paso que acompaña ao cambio de estación. E as estacións teñen interese para os viciños pola súa importancia económica. Os ritos que ollamos en Santa Cruz de Viana teñen os seus idénticos nos ritos que aseguran o renacemento da vexetación, tan necesaria para a vida agrícola e gandeira, e a reactivación da vida sexual dos animais. Hai rito de paso no arco floral, paso dun albor que nos agrega a un mundo novo cada ano, no comezo da primavera, na resurrección da vida, auga e lume, e hai rito de fecundidade na cohabitación da Santa e o Corpo Santo durante unha semana. As misas son diarias ante a presenza das dúas imaxes, acoden os fregueses “que poden” e o crego non fai referencia algunha ao Corpo Santo durante nengunha das celebracións.

O domingo seguinte, segundo domingo de Pascua, o proceso repítese á inversa. As dúas imaxes saen da igrexa, despídense no arco floral, e o Corpo Santo regresa á súa capela. O arco está no mesmo lugar durante os sete días, protexido con varios cordóns para que as vacas, que pasan por alí a diario, non dean boa conta del. Porque as vacas non teñen entedemento para as cousas da relixión. O luns inmediato festexábase nas casas e nos campos de Santa Cruz de Viana unha romaría familiar e multitudinaria, que nos tempos de agora ten lugar, en case que todas as casas, o domingo.

Os viciños que acoden ás celebracións son a cada vez menos (o descenso demográfico é notable nestas parroquias), o seu recoñecemento xa non sobrepasa as fronteiras do val do Asma e os labregos, que incorporaron definitivamente a visión científica do mundo ás súas conviccións, non acreditan coma antes nas capacidades curativas do Corpo Santo. De feito, a participación neste culto está relacionada coa fe cristiana individual durante o resto do ano. Continúan a representar os rituais “porque sempre se fixo así. Fomos aprendidos desta maneira, os novos seguro que farán diferente”. O acceso á fonte do santo está abandonado, pero os cirios, un dia coma hoxe, alumean a imaxe do Corpo Santo na súa residencia temporal da igrexa de Santa Uxía.

Curiosamente, nun outeiro, a 300m. da igrexa de Santa Uxía, está o lugar do Castro. O emprazamento castrexo é evidente no terreo. Aínda se pode sentir o conto “das dúas vigas de ouro e unha de bronce” que están alí soterradas. “Paréceme a min que non hai nada deso”, di un viciño que tampouco participa das celebracións do Corpo Santo que vimos de relatar.

Os símbolos, os ritos, as ceremonias, os cultos, son, dun tempo a esta parte, diferentes. Só algunhas tradicións familiares, algunhas outras excepcións de persoas con grande convencemento no carácter máxico dos obxectos do mundo que o rodea e o número de cristiáns practicantes nas áreas rurais fan que a crenza no Corpo Santo non esmoreza definitivamente, do mesmo xeito que aconteceu cos tesouros agochados en covas e pasadizos. “Un dia traballando na eira do castro, a terra tragou un pau-ferro e nunca mais se atopou”, din na Casa do Rolle. En todo caso, mentras haxa vacas e ovellas nas casas de Santa Cruz de Viana e Santa Uxía necesitarase a chegada da primavera como auga de maio. E continuarase a celebrar, sexa cal sexa a relixión. Porque é o saber práctico do pobo, que durante séculos respetou os ciclos da natureza e da terra como fontes de benestar humano.

O Folión de carros: aproximación a celebración máis senlleira de Chantada

Francisco José de la Torre é um cidadão da vila de Chantada que conta com uma vasta experiência na organização do folião, assim como na participação e elaboração de carros. Dirige um dos estabelecimentos mais importantes da vila: o Café Manix.

"Os petos das ánimas no concello de Chantada. O culto aos camiños e encrucilladas, xenealoxía dunha tradición" por Rafael Lobelle González

Rafael Lobelle González (1988) é un poeta e historiador residente na paróquia chantadina de Santa Cruz de Viana. Participa da Associação de Vizinhos de Santa Cruz de Viana e da Associação Cultural O Castanhaço.


"Lobos no Faro" por Xavier Viana

"Apuntamentos para unha historia da cinematografía en Chantada" por Alfredo Pardo Hermida

As pinturas que faltan por restaurar en Nogueira precisan dunha actuació...

Castañazo Rock 2013 07 11 2013

A galiña dixo non - Rastreros

LIVIAO DE MARRAO "NARCO-CORRIDO RIBEIRAO" (Video-clip oficial)

Os Rastreros - No meus país