terça-feira, 7 de abril de 2015

A CNMC cifra em 48.000 milhões de euros a factura da corrução na contratação pública

Resultado de imaxes para CNMC


O jornal espanhol El Confidencial recolhe (aqui) que o sobrecusto da contratação pública supõe 25% dos 194.000 milhões de euros que anualmente se destinam a licitações de serviços publicos com cargo ao Estado. A principal causa, segundo a CNMC, é a falta de competência que conduz às administrações públicas a malgastar quartos ineficientemente. A CNMC é a máxima autoridade de regulação e competência.

Em concreto, a CNMC cifra em 4'5% do PIB, mais de 48.000 milhões de euros, a quantidade que poderia poupar-se para destinar-se a usos mais eficientes, máximes no atual contexto de emergência social.

Por outra banda, a CNMC elaborou uma primeira guia sobre contratação pública e dispara contra os pactos segredos de não competência e reparto do mercado próprios dos cárteles económicos. Contudo, reconhece que a legislação civil e penal deve ser reformada par evitar estas atuações muito lesivas para o conunto dos contribuintes.

Segundo a CNMC "quando não há corrução sempre existe falta de competência". Asemade, assinalam a falta de transparência e publicidade dos processos de adjudicação; a falta de avaliação da eficiência económica e da competência efetiva; a existência dum deficit de cooperação administrativa com uma normativa dispersa e demasiado restritiva, em opinião do órgão regulador.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Raquel López encabezará o PSOE local.

Como xa tiñamos anunciado desde A Voz do Agro Raquel López será a candidata do PSOE para o concello de Chantada.



A actual portavoz socialista na corporación de Chantada, Raquel López Rodríguez, encabezará a candidatura do PSOE nas eleccións municipais, aínda que as perspectivas para manter os 2 concelleiros actuais son sombrías e mesmo podería ficar fóra da corporación municipal por vez primeira (na actual lexislatura conta con dous concelleiros e na anterior con 4 e a alcaldía en coalición co BNG).

A candidatura presentouse onte nun acto en que participou o Xosé Ramón Gómez Besteiro, secretario xeral do PSdG-PSOE e a deputada provincial Pilar Porto. Tamén estivo o antigo alcalde Manuel Anxo Taboada que fechará simbolicamente a lista.

Segundo declarou Raquel López para La Voz de Galicia trata-se de «unha candidatura de renovación, pero que tamén conta con xente con experiencia e que demostrou facelo ben cando tivo responsabilidades de goberno» e tamén se dirixiu a INTA e Manuel Varela, xa que responsabilizar ao actual goberno de que «o municipio non fixo máis que esmorecer, con moitos negocios que tiveron que pechar e cun medio rural cada vez menos rendible».

CANDIDATURA PSOE MUNICIPAIS 2015

1.- Raquel López Rodríguez
2.- María Jesusa Rodríguez López
3.- Héctor Ledo Rodríguez
4.- José Antonio Neira Vázquez
5.- Antonio Rodríguez Novoa
6.- Sergio Estévez Álvarez
7.- María Ángeles Merino Martínez
8.- Zaida González Vázquez
9.- José Luís Vázquez Hermida
10.- Judith López Fernández
11.- María Esther Seijas Vilela
12.- Xesús Boán Méndez
13.- Manuel Anxo Taboada

Suplentes

14.- Daniel Moure González
15.- Aurora Balta Díaz
16.- Xosé Areán López




O expólio do aforro na Galiza supõe já 14.400 milhões de euros que "emigram"

O aforro galego emigra enquanto a dívida galega foi mais do que duplicada pelo governo de Feijoo (PP), o desemprego é maciço e os indicadores económicos galegos são os piores do Estado, continuando em recessão pelas políticas fiscais de "austeridade" ultraliberal.

 
A Galiza não atravessa a mesma crise do que outros territórios. Não é apenas uma crise demográfica, política ou económica, pois, antes de mais, é uma crise que situa à nossa nação ao borde do colapso e com perspetivas muito sombrias para além de seguirmos sendo "a Sibéria espanhola"; quer dizer, uma território que ao jeito das colónias apenas fornece matérias primas e energias sem qualquer desenvolvimento económico pensado desde o próprio país atendendo às necessidades das galegas e dos galegos.

Segundo o jornal galego Novas da Galiza (nº146, pp. 10-11) a Galiza tem colocado fora 14.400 milhões de euros de aforro que não encontram aqui destino e que, já que logo, alimentam investimentos exógenos ao nosso país.
Afinais de 2011 o Banco Popular absorveu ao Banco Pasto por 1.246 milhões de euros. Em 2013 Banesco adquiriu 88,33% do capital de Novagalicia Banco através do banco Etcheverria, previamente adquirido por Banesco. O importe ascendeu a 1.003 milhões de euros com pagamento aprazado de 60% até 2018. Uma operação muito lucrativa já que o Estado espanhol tinha injetado previamente 9.052 milhões de euros e, portanto, os contribuintes perdemos 8.000 milhões de euros na privatização da caixa galega. 
Por sua vez, o vice-presidente de Abanca fez público que no 2014 a sociedade ganhou 601 milhões antes de impostos que ascendem a 1.157 depois de impostos, pelo que em apenas um ano os benefícios amortiçam o preço da aquisição e, mesmo limitando-nos ao benefício antes de impostos consegue gerar a quota de pagamento aprazada ao FROB que ascende a 600 milhões.

Entre 2013 e 2014 o Banco Gallego integrou-se no Sabadell após o FROB ter injetado 325 milhões de euros na matriz compostelana. Assim, em apenas três anos a Galiza ficou despossuída de todas as suas cabeceiras bancárias.

Entre meados de 2007 e 2014 os depósitos cresceram na Galiza 14.400 milhões de euros (43.231 para 57.631) enquanto o crédito encolheu em 13.591 milhões no mesmo período (60.850 para 47.259). Hoje, os depósitos alcançam 57.631 milhões de euros contra 47.259 de crédito em vigor. Pela contra, se atendemos ao conjunto do Estado vemos claramente a singularidade da Galiza: o crédito concedido pelo sistema bancário espanhol em junho de 2014 superava os depósitos acumulados em 284.635 milhões, o que representa 27% do PIB do Reino de Espanha.

Desde meados de 2007 a meados de 2014 os depósitos galegos passaram de representar 4% da totalidade dos depósitos do Estado espanhol ao 4'7%, enquanto o crédito encolhia no mesmo período de 3'7% a 3'2% do total. Um período que, folga dizer, foi intenso na destruição de emprego e tecido produtivo na Galiza em todos os setores, também na pesca e na gandeiria.

Sem soberania, sem ferramentas políticas e económicas próprias, a Galiza mostra-se incapaz de acometer os processos de restauração necessários do seu tecido produtivo sem promoção da atividade económica pública e privada, também do investimento familiar. Esses 14.400 milhões de euros do aforro galego que "emigram" não podem exemplificar melhor o espólio continuado em todos os frentes que sofre a nação galega.




domingo, 5 de abril de 2015

Iniciativa por Chantada convoca unha asemblea aberta o vindeiro 10 de abril






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 O Grupo de Traballo Aberto da plataforma cidadá Iniciativa por Chantada vén de anunciar na súa páxina web que convoca para o venres día 10 ás 9 da tarde na Casa da Música unha asemblea aberta.


Por súa vez, o Grupo de Traballo Aberto foi creado para recoller as achegas ao programa e propor o método de toma de decisións onde, até o nome da candidatura, será elexido pola veciñanza que así o desexe.

A asemblea aberta contará coa seguinte orde do día:

1. Elección da mesa da asemblea.

2. Aprobación provisoria do borrador de programa e código ético coa incorporación das achegas que se presenten na propia asemblea.

3. Aprobación do regulamento para a aprobación definitiva do programa e a elección de candidatas e candidatos á alcaldía e os restantes integrantes da candidatura.

4. Elección da comisión organizadora das primarias abertas. Á esta comisión poderá incorporarse como interventor/a calquera persoa que se inscriba en Iniciativa por Chantada.

Tamén se acordou alentar a inscrición de participantes en Iniciativa por Chantada facilitando follas de inscrición e máis habilitando a inscrición temática abrindo o blog https://iniciativaporchantada.wordpress.com/ (aquí)

Por último, acordouse distribuír entre as veciñas e veciños o borrador de programa electoral a partires do martes día sete. As propostas que veciñas e veciños de Chantada queiran achegar poden facelo enviándoas ao correo electrónico iniciativaporchantada@gmail.com ou a través de calquera persoa das que participan en Iniciativa por Chantada.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Listaxe de represaliados polo fascismo da comarca de Chantada


 


Argiz Fiunte, Benjamín
Morte (outras tipoloxías). 21 anos. Xornaleiro. Arcos. Membro dunha partida de fuxidos. Morte no cárcere de Chantada por disparos de arma de fogo, ás 8 do día 20 de decembro de 1939.

Blanco Caseiro, Francisco
Proceso. 57 anos. Labrego. Arcos. Directivo da UGT. Xulgado en Lugo co resultado de absolución.

Blanco Varela, Manuel
Prisión. 33 anos. Camareiro marítimo. Natural de Chantada, residente en Peniche (Vigo). UGT, Sindicato de camareiros marítimos “La Internacional”. Xulgado en Ferrol por proposición para a rebelión co resultado de sentenza a 2 anos de prisión e retención da carta de emigración.

Cadahía Montes, Emilia
Prisión. 35 anos. Modista. Chantada. Xulgada en Lugo por auxilio á rebelión co resultado de sentencia a prisión 12 anos 1 día. Conmutación a 6 anos 1 día. Afiliada probabelmente ao Partido Galeguista.

Cidre Vázquez, Manuel
Prisión. 26 anos. Labrego. Xulgado en Iruña (Nafarroa) por adhesión á rebelión co resultado de sentenza a cadea perpetua. Concesión da prisión atenuada o 14-8-1940.

Cudeiro Caseiro, Vicenta
Detención. Labrega. Natural de Chantada, viciña do concello de Ourense. Tras sofrer malleiras, é detida sen procesamento xudicial durante 16 meses en compaña das súas fillas Luísa e Josefina González Cudeiro.

Dalama Fernández, Ramiro
Proceso. 33 anos. Carballedo / Sabadelle. Xulgado en Lugo por rebelión co resultado de absolución.

Deus Lago, Castor
Paseo. 39 anos. Labrego. Pedrafita. Sufre disparo de arma de fogo “al desobedecer la orden de alto” e morre no hospital de Lugo en 16 de setembro de 1936.

Dieguez, Eladia
Proceso. 42 anos. Labrega. Chantada. Xulgada en Lugo por auxilio á represión co resultado de sobresemento.

Fernández Diéguez, José
Proceso. 51 anos. Labrego. Cicillón (Taboada). Xulgado por auxilio á rebelión co resultado de sobresemento.

Fernández Ledo, Ramón
Proceso. Labrego. Chantada. UGT, directivo de sociedade agraria. Xulgado en Lugo por rebelión co resultado de sobresemento provisional.

Gay Fontao, Antonio
Prisión. 33 anos. Xornaleiro. Natural de Chantada, residente en Pola de Lena (Asturies). Voluntario no exército republicano. Xulgado en Asturias co resultado de sentenza a 15 anos de prisión.

Gil Moure, Salvador (“Carolo”)
Proceso. 28 anos. Chantada. Xulgado por integrar unha partida de fuxidos e declarado en rebeldía. Morte o 2 de xullo de 1942, a causa de feridas por bomba de man, na liña de ferrocarril Monforte-Vigo, na Peroxa.

González García, Manuel
Prisión. 30 anos. Labrego. Chantada. Membro dunha partida de fuxidos. Xulgado en Lugo por auxilio á rebelión co resultado de sentenza a prisión 12 anos.

Goyanes Vázquez, José
Execución. 31 ano. Garda de asalto. Natural de Chantada, residente no lugar de Ponga (Asturies). Fai a guerra no exército republicano. Xulgado en Asturies co resultado de sentenza a pena de morte. É executado o día 5 de xaneiro de 1938.

Goyanes Vázquez, Manuel
Prisión. 40 anos. Labrego. Natural de Chantada e veciño do Saviñao. Membro dunha partida de fuxidos. Xulgado en Lugo por auxilio á rebelión co resultado de sentenza a prisión 14 anos.

Linares Diéguez, Antonio
Execución fóra de Galiza. 44 anos. Mecánico. Chantada. Membro da CNT. Voluntario no exército republicano. Xulgado en Asturies co resultado de sentenza a pena de morte. Exécutano o día 9 de decembro de 1937.

Mazaira López, Raúl
Proceso. Nogueira. Mobilizado polo exército franquista. Pasa ao exército republicano. Xulgado en Asturies co resultado de declaración en rebeldía.

Montes Caseiro, María
Prisión. 40 anos. Natural de Chantada, residente en Escairón. Xulgada en Lugo por auxilio á rebelión co resultado de sentencia a prisión 12 anos 1 día. Conmutación a 3 anos 1 día de prisión menor.

Montes Otero, Benito
Proceso. 34 anos. Labrego. Muradelle. Xulgado por auxilio á rebelión co resultado de sobresemento provisional e sanción por deserción.

Moure Infante, Salvador
Proceso. 51 ano. Ferroviario. Natural de Chantada, residente en Serín (Xixón). Xulgado en Asturias co resultado de absolución.

Otero Casanova, Manuel (“Fragullo”)
Prisión. 22 anos. Labrego. Paderne. Xulgado en Ferrol por rebelión co resultado de sentenza a prisión 12 anos

Pérez Fernández, Manuel
Prisión. 24 anos. Mecánico. Natural de Chantada, residente en Escairón. Xulgado por rebelión militar co resultado de sentenza a cadea perpetua.

Quintana Vázquez, Victorino (“Campelo”)
Morte (outras tipoloxías). 24 anos. Labrego. Arcos. Xulgado por rebelión co resultado de declaración en rebeldía. Integrante dunha partida de fuxidos. Morte rexistrada a causa de hemorraxia cerebral por lesións por disparos de arma de fogo. O Suceso ten lugar ás 7 do día 17 de decembro de 1939. Aparición do cadáver en Vilelos (O Saviñao).

Rey Pérez, Salustiano
Proceso. 23 anos. Panadeiro. Chantada. Xulgado en Asturies co resultado de absolución.

Rodríguez Couso, Avelino
Execución. 36 anos. Labrego. Natural de Chantada, lugar Somado-Pravia. Militante do PCE e afiliado ao sindicato UGT. Fixo a Guerra Civil española (1936-1939) no exército republicano en Asturies. Xulgado en Camposancos co resultado de sentenza a pena de morte. Executado en Pontevedra o día 2 de xullo de 1938.

Santeiro Boo, Manuel
Paseo. 33 anos. Profesor. Natural de Chantada e veciño do concello de Ortigueira. Director da Escola Graduada de Ortigueira.

Vázquez Vázquez, Arturo
Execución. 36 anos. Mineiro. Natural de Chantada, residente en Mieres (Asturies). UGT, presidente do Comité Rexional da UGT. Organiza Batallón Asturias do Exército Republicano en Asturias. Capturado cando fuxía por mar. Xulgado en Xixón co resultado de sentenza a pena de morte. Executado en Xixón no día 15 de febreiro de 1938.





quarta-feira, 1 de abril de 2015

Que actores teremos nas municipais?


A disolución da mesa electoral de Chantada Aberta conduce a unha relativa simplificación do cenario electoral, se ben falta por coñecer que postura adoptará a asemblea desta plataforma apadriñada por Podemos Chantada: se integrarse en Iniciativa por Chantada ou desligarse completamente do proceso municipal após o fracaso desta plataforma, que se creou a posteriori de Iniciativa por Chantada e coa que non concordaban en "cuestións de método".

Tamén será esa asemblea, pendente de celebrarse, a que deberá realizar a autocrítica do proceso. Autocrítica e decisións que en boa medida se perfilarán na asemblea que o círculo de Podemos Chantada vai celebrar hoxe, 1 de abril, ás 20 horas.

 

Que actores teremos nas municipais?

Hai outras formacións que é moito máis provábel que si concorran nestes comicios:

Independentes Terras do Asma (INTA). Manuel Lorenzo Varela aspira á renovar como alcalde a pesar de desenvolver unha das máis desastrosas xestións á frente do concello que se recordan. Paradoxalmente, parte cunhas perspectivas inmellorábeis e mesmo podería atinxir a maioría absoluta, que dependerán principalmente de seguir tendo un caladoiro de votos nos apoios actuais do PSOE e en frear a previsíbel subida do PP con Javier Vázquez Medela como alcaldábel.

 Iniciativa por Chantada. Nesta iniciativa cidadá intégranse os tres concelleiros (Piñeiro, Olga e Xesús Mazaira) que en 2011 atinxiron acta polo BNG. É a versión local das mareas cidadás que proliferan pola xeografía galega e ten feito chamamentos a Podemos e a BNG para confluir. De momento, conta co apoio de militantes do BNG, de Esquerda Unida, de Anova, Cerna e un contixente de independentes de diversa procedencia. No cenario actual, pode supor unha oportunidade para construir un espazo de unidade popular e un movemento que xere perspectivas de mudanzas, tamén electorais, no país do Faro.

BNG. Se nas anteriores municipais era a segunda forza, por diante do PP e con tres concelleiros, as escisións e a crise e convulsións do campo nacionalista deixaron a esta formación nun delicado cenario en que contan cun volume moi escaso de militancia. Con todo, André Sánchez Labandeira traballa na reconstrución da estrutura local e negouse a confluir con Iniciativa por Chantada até o de agora. Segundo a nosa sondaxe ficaría moi lonxe de atinxir concelleiro. Se un dos peores resultados do BNG se dera cando Ildefonso Piñeiro se estrenou como concelleiro (613 votos), no momento actual o BNG contaría coa metade deses apoios e, xa que logo, non atinxiría representante (aínda que eses restos poden darlle un concelleiro máis a INTA ou en caso de confluencia á iniciativa cidadá Chantada Aberta).

PP. Javier Rodríguez Medela leva xa tres anos como presidente do PP local, após unha operación con Susana López Abella á frente en que se apartou ao anterior candidato Reinoso. Aínda que boa parte da cidadanía e incluso da imprensa fala dun contexto moi desfavorábel para o PP achamos que o teito inferior desta formación na vila do Asma se atinxiu fai 4 anos cun candidato totalmente descoñecido e que poden manter e mesmo aumentar os tres representantes actuais. Iso si, no caso de que a abstención perxudique a este partico da dereita podería perder un concelleiro, xa que nos anteriores comicios obtiveron o terceiro representante como o 13º da corporación.

PSOE. A formación local aínda non oficializou o seu cabeza de lista, aínda que previsibelmente será Raquel, xa que actuou como cabeza visíbel da formación durante a última lexislatura. As perspectivas electorais semellan devolver ao PSOE ao lugar minoritario que tradicionalmente ocupou na vila do Asma até a chegada de Manuel Anxo Taboada, que foi alcalde por esta formación durante 4 anos en coalición co BNG.




terça-feira, 31 de março de 2015

Primeiros resultados da sondaxe sobre as municipais de maio



Desde A Voz do Agro lanzamos un inquérito que é experimental. Loxicamente, a validez do inquérito é moi pequena, tanto polo volume de participación, canto polo perfil desa participación (persoas con acceso a Internet e na maior parte de esquerdas e/ou nacionalistas). Contodo, tentamos animar a participar aos nosos lectores mediante a publicación períodica de estimacións e resultados e ver até que ponto este inquérito se adapta ao que finalmente aconteza nas eleccións para mellorar en sucesivos inquéritos a nosa análise.
Dados do inquérito:
Data para participar: até o 17 de maio de 2015.
Participantes (31/03/2015): 33
Ligazón para participar: 

1.- Intención directa de voto municipais 2015 en Chantada

2.-  Recordo de voto  (municipais 2011)



3.- Valoración goberno e oposición

Goberno: 2'5
Oposición: 5'4

4.- Valoración candidatos

Ildefonso Piñeiro (Iniciativa por Chantada): 5,3
Manuel Lorenzo Varela (INTA): 2,2
Raquel López (PSOE): 1,6
Javier Rodríguez Medela (PP): 0'9

5.- Aspectos máis valorados nas municipais
A persoa (+23)
Participación cidadá (+11)
Experiencia de goberno (+9)
Programa e/ou ideoloxía (+7)
Unidade na esquerda (-3)
Candidaturas independentes (-11)

6.- Ubicación ideolóxica dos participantes

Extrema esquerda: 8
Esquerda:7
Centro: 12
Direita: 4
Extrema direita: 2



7.- Estimación concelleiros por partido municipais 2015 (maioria absoluta: 7 concelleiros; total concelleiros: 13)

Con 6 candidaturas:
INTA  (40% aprox.) 5-7 concelleiros
Iniciativa por Chantada  (13% aprox.) 1-2 concelleiros
PP (20% aprox.) 3-4 concelleiros
PSOE (15% aprox.) 1-2 concelleiros
Chantada aberta  (6% aprox.) 0 concelleiros
BNG 0 concelleiros(6% aprox.) 0 concelleiros

Con 4 candidaturas:
INTA (40%) 4-5 concelleiros
Iniciativa por Chantada (30%) 4-5 concelleiros
PP (20%) 3-4 concelleiros
PSOE (10%) 0-1 concelleiro

8.- Estimación voto Estatais 2015

PP  40%
Podemos 16%
PSOE 15%
Ciudadanos 10%
BNG 10%
Outros: 7%



segunda-feira, 30 de março de 2015

A mesa electoral de Chantada aberta suspende as primarias



Mediante un comunicado breve no seu Facebook, a plataforma cidadá creada hai uns meses e arroupada polo círculo local de Podemos, fixo saber o seguinte:


Unha vez reunida a Mesa Electoral de Chantada Aberta, ante a renuncia de seis dos oito candidatos que se presentaran ás Primarias, e contando co beneplácito dos outros dous, decidiuse, de acordo coas súas funcións, a cancelación do proceso de Primarias Abertas Cidadás impulsado por Chantada Aberta, e, consecuentemente, a disolución da devandita Mesa Electoral.


O comunicado deixa claro que Chantada aberta suspende as primarias após a renuncia de seis dos oitos candidatos que ían concorrer nas primarias por motivos que non se aclaran. Tampouco sabemos se isto supón o fin da plataforma ou se esta vai continuar através doutras canles ou métodos. Por último, tampouco aclaran se hai posibilidade de confluencia coa outra candidatura cidadá que si segue adiante: Iniciativa por Chantada.

Segundo La Voz de Galicia (preme para ver a nova) apenas se apresentaram oito pessoas para as primárias, das que seis renunciaram, e, já que logo, "non hai aínda unha decisión formal de non concorrer ás eleccións, aínda que o proxecto parece seriamente tocado".

Nos próximos días convocarase unha asemblea que será a que decida o futuro da plataforma e, segundo a edición de Lemos do devandito xornal, "todo aponta a que as únicas alternativas que lles quedan son renunciar e botarse a un lado ou tratar de buscar algún tipo de confluencia con Iniciativa por Chantada.

Como vas mercar leite ao prezo da auga?

O sector lácteo galego vese arrastrado a unha "modernización" que, como todo na agroindustria, é perigosa tanto para o consumidor canto para o medio ambiente. Co ánimo de favorecer a difusión da problemática dos nosos gandeiros, vítimas da agroindustria en varios frentes, traducimos este artigo baseado nunha entrevista a unha gandeira de Chantada (accede ao orixinal publicado en Cooliflower premendo aquí). A voz do agro defende a soberania alimentar como un piar esencial de calquera sociedade.

Cooliflower leche

A industria láctea no Estado español non é allea á corrupción reinante. Competencia multou ás grandes distribuidoras de leite por pactar prezos, unha sanción ridícula se nos atemos ao beneficio obtido. Non contentes con esta orellada, o xa coñecido como Cártel do leite, recorreu a multa. 

Por encanto, os gandeiros loitan por sobrevivir.

A moitos quilómetros dos gabinetes que dirimen o dereito a chegar a fin de mes econtrase Conchita, gandeira desde fai tres décadas. Vive en Chantada, onde conta a lenda que unha mulller se sentou sobre unha pena e dixo: "Ala, aí vos queda, chantada no chan". Conchita, talvez por tradición, tamén está comezando a chantarse, aínda que a súa roca sexa metafórica: Se segue o modelo actual, será imposíbel vivir disto. É moi frustrante traballar de oito da mañá a doce da noite, e por veces por debaixo do custe de produción". Á mafia dos prezos, únselle un ronsel de trabas, desde querer impor un imposto aos prozos privados ("gastas o que non tes en excavar e quérenche cobrar pola túa propia auga, cando unha vaca consome cen litros ao día"), até a nova política de catastro galega, fonte de numerosas queixas: "É vergoñento. Agora quérennos incluir até os metros cadrados dun alpendre para as pitas".

O seu pai comezou o negocio familiar: "Naquela época tiñan un número de vacas baixo, por volta de oito ou nove. A leite tirabase á man. A alimentación era a base de forraxes, pastoreo e moi pouco penso". Agora, para ser competitivo no mercado, hai que medrar. E así o fixo ela, como outros moitos gandeiros, mais mantendo o pastoreo tradicional, moito máis respetuoso co animal.

Conchita explica os seus esforzos por sacar co seu marido o negocio adiante, que a fin de contas é a súa vida: "Todos os gandeiros estarán comigo en que este é un traballo escravo porque non se descansa. Non hai un día en que os animais che digan "hoxe non traballes". Sempre é día laborábel. Cando levas moitos anos, sabes que o fas porque che presta coidar os animais, senón desesperarías. Hai unha parte económica, e outra vocacional".

Da vocación da fe Rula, Sixta, Pinta... as súas cincuentas cabezas, todas con nome propio e personalidade definida, porque "explotación ganadera" é un termo que lle disgusta. "Non queremos explotar, ao aumentar o número de gando ampliamos as instalacións para a comodidade do animal e mellorado o método para muxir, que hoxe en día non é manual. Intentamos manter a alimentación, para obter a mesma calidade do antaño. As vacas non fican fechadas, saen a pastorear, fan exercicio, vén o sol... teñen un metabolismo sano". Se o número de animais medrara demasiado, faríase imposíbel o pastoreo, algo ao que Conchita se nega; as reses deben disfrutar de ar e bos coidados. "O aposto ao método tradicional son as grandes explotacións estabuladas, onde os animais non ven a luz do sol. Esta, desgraciadamente, é a única saída que se está deixando aos gandeiros para competir cos prezos que marca a industria".

Os gandeiros, tras anos invirtindo para adaptarse a Europa e pagar por obter máis produción (o que levou a algúns deles a botar o fecho), encontráronse cunha sorpresa da administración: este ano suprímense as cotas, non se sabe que pasará despois de toda a inversión realizada. Posibelmente, sexa unha vía libre para montar gandeirias onde haxa "un robot se encargue de muxir cada vez que a vaca coma penso. Sobreexploratarase aos animais acurtándolles a vida". Embrutecer o proceso, e mermar a calidade carece de importancia para os distribuidores, xa que o que se vende nos supermercados é "a media. Págasenos igual a nós que a empresas con estes métodos de traballo. A única variación é a posibilidade de incrementar por calidade uns céntimos sobre o prezo base. No Estado español o leite está sometido a rigorosos controis de calidade diaria in situ, para ver que é apta para o consumo e aparte, a final de mes recibes unha carta coas túas porcentaxes de graxa, nutrintes... aí estabelece-se a diferença entre a máxima nota, (AAA+), que é a das nosas vacas, e a doutros gandeiros. É irrisorio, porque se unha persoa ten moita máis reses, obtén máis beneficio sen ter en conta calidade, nin trato ao animal. E todo o leite mestúrase. As deficiencias dun, compénsaas o outro".

As pequenas cooperativas poderían ser a solución para os gandeiros, mais cando medran comezan a centrarse no beneficio puro, e esquécense das súas orixes. Compran terreos, cultivos, empresas de penso, outras cooperativas... Convértense nun xigante máis. "O problema dos produtores son as distribuidoras, as marcas dominantes. Crean convenios entre elas, e logo sobreexplótante... Todos, incluso Central Luchera Asturiana vén aquí, a Galiza, a por leite". Véndese sen marca propia, sen especificar cal é o produto local.

O poder das grandes empresas de distribución fagocita o gandeiro. A enorme diferenza de prezo entre o produto orixinal e de venda ao público é un inmenso negocio. En agricultrua, por exemplo, unha leiturga pagada a 10 céntimos véndese nos supermercados a máis dun 800% do prezo orixinal. Conchita explica que "todo o beneficio estáse trasladando a persoas que son simples intermediarios entre o produtor e o consumidor. Só hai que ir a un mercado dunha vila onde podes comprar do propio agricultor e conseguirás un prezo moi bo, unha calidade extraordinaria e ese home sacará adiante a súa pequena horta. Hoxe en día a materia prima, a fonte de alimentación e a saúde, están suxeitas ao prezo do distribuidor".

Sobre o leite, un mercado que Conchita coñece á perfección, ela matiza como "o prezo baixo é un gancho para captar ao cliente ao estabelecimento e que cómpre outros produtos. E dálles igual se producimos por debaixo dos prezos de custe". Con respeto ás últimas novas do "cártel" leiteiro e o seu acordo de prezos Conchita é rotunda: "Hoxe en día faise tamén nas enerxéticas, nos transportes... en todos os monopolios. Que importa que lles pidan millóns de euros, se con todo o que me roubaron a min, e a todo o sector gandeiro, triplicaron, ou cuadriplicaron os seus beneficios durante o período que baixan os prezos? ¿Que importa que os multen con catro, se eles gañan cen máis?".

Por este camiño pérdense os produtos locais. E preguntámonos que ocorre coas importacións, o leite importado é igual que o nacional? "Eu faría unha pregunta ás persoas que mercan un litro de leite francesa moito máis barata que a que se vende aquí: Como é posíbel que un litro de leite traído doutro país, cos custes de importación, custe menos que un litro nacional? Non pode ser que descubriran a panacea. Non pode ser que as vacas francesas produzan tanto leite a prezos ridículos. As vacas son as mesmas, mais tamén explotan os gandeiros. Unha das diferenzas é que aquí dispomos duns controis de calidade moito máis rigorosos que en Francia. E é doado consultalo. Os controis de sanidade en España son moi bos, en troques non se pode asegurar 100% que o leite importado conteña, por exemplo, algún tipo de antibiótico".

Nós temos a resposta. Conchita conclúe con esta interesante reflexión: "Fomos a moitas manifestacións, loitamos... despois súbenche o leite uns céntimos nos meses menos produtivos e vole a mesma dinámica. É difícil loita nun sector que ten acordos internos. Quen pode mudar iso? O consumidor. Esas baixadas de prezo fanse para captar xente. Se o lector, despois de ver este artigo pensa: "como vas mercar un litro de leite ao prezo da auga?  Iníciase unha mudanza. E como vou vender un litro de leite ao prezo da auga? O consumidor pode iniciar unha revolución elixindo bo leite, con nutrintes e bo sabor... Sería bo que as grandes compañías tiveses unha liña de produto para unh nicho de mercado que reclame leite máis natural, sen que se manipule, desgrase... Leite bo de vaca, de pastoreo, de vaca que non está encerrada, á que lle respetan os rempos de repouso para descansar e para ter xatos".

Podería facerse? Si, mais só se o consumidor o demanda, se decide pagar vinte céntimos maís por un ben de primeira necesidade que consumen eles, os seus fillos, os seus pais... Xamais se tería que permitir calar un sector, neste caso o gandeiro, con subvencións.

A xente quere un prezo xusto polo seu traballo, e non se os explotados dos explotadores. Non se trata de acabar con outras liñas de produción, mais si de valorar os que damos aos animais unha mellor vida. Non queremos esmola! Non queremos axudas que se poden destinar a situacións críticas, a persoas que de verdade o necesitan porque nós xa temos como gañar a vida, e así é como queremos gañala".

Conchita debullou a historia do leite bo e do leite malo. O leite bo de produtores como ela, e o malo do sistema. É a historia dos que se prantam perante un mercado inhumano, un mercado protexido polos que menosprezan a quen respeta a terra en que medrou.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Enquisa municipais 2015 (Chantada)

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